18.5.20

Prêmio Minuano de Literatura 2020


O Instituto Estadual do Livro (IEL), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), em parceria com o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), lança a terceira edição do Prêmio Minuano de Literatura, em onze categorias. O objetivo é ressaltar e reconhecer a produção literária gaúcha, contribuindo para sua divulgação e para o incentivo à leitura e à produção escrita. Nesta edição, o Prêmio Minuano de Literatura terá como Patrono o escritor Sérgio Faraco. As inscrições ocorrem de 20 de maio a 30 de junho de 2020. O regulamento e seus anexos estão disponíveis no blog do IEL (ielrs.blogspot.com). Mais informações podem ser obtidas nos e-mails iel@sedac.rs.gov.br ou andrearussomano@gmail.com, telefone (51) 3314-6450 e WhatsApp (51) 99196-5230.

Podem participar do prêmio autores nascidos ou residentes no Rio Grande do Sul, assim como editoras sediadas no estado. As obras inscritas devem ter sido publicadas no decorrer do ano de 2019 e podem concorrer nas seguintes categorias: Infantil, Juvenil, Poesia, Conto, Crônica, Ficção: Romance/Novela, Ilustração, História em Quadrinhos, Texto Dramático, Tradução e Especial (memórias, biografias, efemérides, turismo, guias, manuais, entre outros).

A Comissão Organizadora será composta por membros do IEL e do Instituto de Letras da UFRGS. As Comissões de Seleção contarão com três membros cada, escolhidos dentre profissionais que atuam na área da literatura e/ou membros da comunidade cultural literária, os quais escolherão as três obras finalistas em cada categoria. Já as Comissões Finais contarão com três membros cada, dentre professores, alunos de pós-graduação em Letras  e bibliotecários, os quais indicarão o livro vencedor nas respectivas categorias. Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de premiação e receberão o Troféu Minuano de Literatura em local e data a serem definidos.

Patrono


Nesta edição, o Prêmio Minuano de Literatura terá como Patrono o escritor Sérgio Faraco. Nascido em Alegrete em 1940, Faraco é um dos mais destacados autores gaúchos contemporâneos, com obras de contos, crônicas e não-ficção histórica, vencedor de prêmios como o da Academia Brasileira de Letras, União Brasileira de Escritores, Associação Gaúcha de Escritores e Açorianos.

Prêmio Minuano de Literatura
Prazo: 20 de maio a 30 de junho de 2020
Inscrições: regulamento e formulário disponíveis no website ielrs.blogspot.com. As inscrições podem ser enviadas pelo correio ou entregues no IEL (R. André Puente, 318, Porto Alegre/RS). Caso sejam entregues diretamente, elas podem ser deixadas na portaria em horário comercial mesmo durante o período de isolamento.
INFORMAÇÕES: e-mails iel@sedac.rs.gov.br ou andrearussomano@gmail.com / telefone (51) 3314-6450 / WhatsApp (51) 99196-5230

17.4.20

IEL credencia escritores para o Projeto Autor Presente


O Projeto Autor Presente, promovido pelo Instituto Estadual do Livro (IEL), órgão da Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), está credenciando os escritores que desejarem participar de sua próxima edição. 

Tendo em vista o atual momento de isolamento social e restrições à realização de eventos, não há ainda previsão para agendamento e realização dos encontros. 

O credenciamento dos autores será feito mediante o envio de formulário, documentação e fotos, de acordo com o procedimento detalhado abaixo no item Instruções para o Credenciamento. Mais informações podem ser obtidas no e-mail autorpresente@gmail.com e telefones (51) 3314-6453 / (51) 99196-5230.

SOBRE O AUTOR PRESENTE:

Criado em 1972, o Projeto Autor Presente, do Instituto Estadual do Livro, caracteriza-se por promover a leitura e a literatura gaúcha a partir de encontros entre escritores e o público, principalmente em escolas da rede pública estadual, bibliotecas públicas e comunitárias e entidades de assistência social.

INSTRUÇÕES PARA O CREDENCIAMENTO:

Podem participar do Autor Presente escritores residentes no Rio Grande do Sul que possuam no mínimo três títulos publicados com registro de ISBN, sendo que ao menos dois dos títulos devem ser impressos e estar disponíveis para comercialização. Coletâneas não são aceitas. O credenciamento dar-se-á mediante o preenchimento do formulário disponível para download no link https://drive.google.com/file/d/1-VLOkn0u_GZtPjhl-g9yXQQ-xfTcmGIp/view e a inclusão da documentação listada abaixo, conforme a opção do autor por efetuar a contratação como Pessoa Física ou Pessoa Jurídica, bem como de foto de rosto em formato retrato, fotos de encontros do autor com o público, em especial o escolar, e fotos do autor em eventos literários como lançamentos, autógrafos, etc. O referido Formulário, a documentação e as fotos deverão ser encaminhados juntos para o e-mail autorpresente@gmail.com. Os autores credenciados serão incluídos no Catálogo de Autores do projeto. 

 Pessoa Física:
    a) CPF e RG;
    b) Certidões Negativas de Débito com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;
    c) Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas;
    d) Comprovante de Residência;
    e) Comprovante do PIS, NIS ou PASEP, conforme o caso;
    f) Comprovante de conta bancária;
    g) Imagem da capa de um livro do autor.

 Pessoa Jurídica:
    a) Cartão do CNPJ;
    b) Certidões Negativas de Débito com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;
    c) Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas;
    d) Certidão Negativa de Débitos FGTS;
    e) Estatuto registrado, Contrato Social ou Requerimento de Empresário Individual;
    f) RG e CPF do representante legal da empresa;
    g) Comprovante de conta bancária da empresa;
    h) Imagem da capa de um livro do autor;
    i) Declaração de Exclusividade (solicitar modelo de declaração no e-mail autorpresente@gmail.com).

11.4.20

Semana Estadual do Livro e do Incentivo à Leitura 2020




A Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul - por meio do Instituto Estadual do Livro e da Biblioteca Pública do Estado - e a Câmara Rio-Grandense do Livro promoverão a Semana Estadual do Livro e do Incentivo à Leitura de 2020 com atividades online, tendo em conta o período de isolamento social, organizando ações de divulgação literária nas redes sociais e canais digitais das instituições.

O homenageado especial da Semana em 2020 será o escritor e jornalista Luís Dill, destacado autor que está completando 30 anos de carreira literária, com 60 livros publicados. Já recebeu algumas premiações importantes como o Açorianos e o Biblioteca Nacional. Luís possuí pós-graduação em Literatura Brasileira. Para marcar a homenagem, convidamos todos os interessados para participar postando um vídeo com uma leitura ou interpretação de alguma obra de Luís Dill na página www.facebook.com/semanadolivrors, que estará aberta para postagens do público durante as atividades da Semana.

O nome do escritor e o nome do livro utilizado na produção devem ser mencionados no vídeo. Na descrição, acrescentar as hashtags #SemanaEstadualDoLivro e #HomenagemaLuísDill

Entre os dias 18 e 24, os vídeos serão compartilhados em destaque na página principal da Semana e outros canais digitais.

Sobre a Semana Estadual do Livro e do Incentivo à Leitura

A Semana Estadual do Livro e do Incentivo à Leitura integra o Calendário Oficial de Eventos do Estado do RS por força da Lei 14.673 de 7 de janeiro de 2015. As datas de realização têm como referência o Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril - nascimento de Monteiro Lobato) e do Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor (23 de abril, falecimento de Cervantes e de Shakespeare).

23.3.20

Informações de contato

Informamos que, durante o período de suspensão das atividades locais nas instituições da Secretaria da Cultura para prevenção do Covid-19, o Instituto Estadual do Livro seguirá com seus canais de contato disponíveis no fone (51) 3314-6450 (pelo Siga-me) das 9h às 12h e das 13h30 às 18h e no e-mail iel@sedac.rs.gov.br.

17.3.20

Atividades suspensas

A Secretaria de Estado da Cultura informa que a partir desta quarta-feira (18/03/2020) estarão suspensas todas as atividades nas instituições culturais da rede estadual pelo período de duas semanas, que poderá ser prorrogado em caso de necessidade.
A medida foi tomada para minimizar a aglomeração de pessoas em locais públicos e contribuir para reduzir a disseminação do vírus Covid-19. Ficam, portanto, suspensos espetáculos, visitação, pesquisas, ensaios e demais atividades e atendimentos ao público em todas as instituições a seguir:
  • Arquivo Histórico do RS
  • Biblioteca Leopoldo Boeck
  • Biblioteca Lígia Meurer
  • Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul
  • Biblioteca Romano Reif
  • Cinemateca Paulo Amorim
  • Casa da Música da OSPA
  • Casa de Cultura Mario Quintana 
  • Hub Criativa Birô
  • Instituto Estadual do Livro
  • Museu Antropológico do RS
  • Museu Arqueológico do RS (em Taquara)
  • Museu de Arte Contemporânea - MAC
  • Museu de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS
  • Memorial do Rio Grande do Sul
  • Museu do Carvão (em Arroio dos Ratos)
  • Museu de Comunicação Hipólito José da Costa
  • Museu Histórico Farroupilha (em Piratini)
  • Museu Julio de Castilhos
  • Parque Histórico Bento Gonçalves (em Cristal)
  • Teatro de Arena
  • Theatro São Pedro

13.3.20

Evento Cancelado

Está cancelado o sarau que seria realizado na tarde desta sexta-feira no IEL.

MEDIDA TEMPORÁRIA DE PREVENÇÃO AO CONTÁGIO PELO COVID-19 (novo coronavírus): O governo do Estado determina, por meio de decreto, que os órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta suspendam atividade ou eventos coletivos que impliquem a aglomeração de pessoas, pelo prazo de 30 dias.

Em breve divulgaremos a nova data.

5.3.20

Sarau Palavra de Mulher



O Instituto Estadual do Livro (IEL) e a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) convidam para o sarau Palavra de Mulher em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), que será realizado no dia 13 de março de 2020, sexta-feira, às 15h30min, no IEL (R. André Puente, 318). No sarau, serão feitas leituras da obra das escritoras que já foram patronas da Feira do Livro de Porto Alegre (Cíntia Moscovich, Jane Tutikian, Lya Luft, Maria Carpi, Maria Dinorah, Marô Barbieri, Patrícia Bins e Valesca de Assis). A entrada é franca.

Sarau Palavra de Mulher em homenagem ao Dia Internacional da Mulher 
Data: 13 de março de 2020, sexta-feira, 15h30min
Local: Instituto Estadual do Livro (R. André Puente, 318, Bairro Independência, Porto Alegre)

12.2.20

Desafio Literário - Textos dos vencedores

Publicamos a seguir a íntegra dos textos produzidos pelos três vencedores do Desafio Literário 2019, quarta edição da competição de escrita criativa organizada pelo IEL durante a última Feira do Livro de Porto Alegre. Durante a competição, que ocorreu em cinco fases eliminatórias realizadas em cinco dias consecutivos, os participantes escreveram sobre temas sorteados em cada data nos seguintes gêneros: miniconto, poetrix, poema livre, crônica e conto. Ao final, foram selecionados vencedores os três participantes que terminaram a última fase com a maior pontuação total, classificados nesta ordem: Vanessa Conz (1º lugar), Gabriel da Fonseca Mayer (2º lugar) e Vitor José da Silva Classmann (3º lugar).

A produção completa dos três primeiros colocados pode ser conferida abaixo:

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1º lugar - Vanessa Conz


MINICONTO

    Ano Sujo Novo

    O adulto, sonhador, brindava e enxergava no horizonte da água seus novos planos.
   
    A menina, aflita, removia da areia garrafa e copos – tentava resgatar o mar das mãos de velhos hábitos.



POETRIX

      Ciência para beber

           O Mundo suado
   Haja refresco!
           A ignorância dispara em graus.



POEMA LIVRE

      O  Reinado

Brinca a menina
Na floresta das cascas
Cata estrelas podres
Em latas de alumínio.

O brilho das sobras
Tem cheiro de lixo
        Os pés acostumam-
        Queimam no ácido.

        Seu reino é o dejeto
        Dos nobres condomínios
        Onde dormem crianças
        Alheias ao resto.



CRÔNICA

      Vista para o futuro

   Toda a discussão entre amigos verdadeiros tem eventualmente seus calores e, noutro dia, enquanto almoçava com alguns colegas e falávamos das crianças das novas gerações, mais conscientes ecologicamente e em geral bem informadas sobre temas ambientais, alguém soltou:

- Serão um bando de ecochatos!

    Preferi olhar para o futuro e fugi da discussão. Imagino que, lá na frente, o amigo que proferiu a tal sentença será a espécie mais chata, possivelmente o adulto alienado ao ecossistema. Aliás, tocando no assunto, vislumbro que os  seres do futuro já terão assimilado que nós, os humanos, mesmo sábios e evoluídos, seremos sustentáveis e nos perpetuaremos apenas se admitirmos que somos simplesmente mais uma das espécies deste mundo.

    Intuitivamente, como uma pequena pessoa em construção, minha filha de cinco anos passeia pelo jardim de casa protegendo cada milímetro de seu ambiente. Sem se importar com o trabalho requerido, arruma todos os besouros que encontra com os cascos invertidos. Remove os “tatus-bola” da calçada e recoloca-os na terra fofa. Rega as flores. Salva minhocas do calor das calçadas. Patrulha os adultos para que não aniquilem um mosquito sequer. Nem mesmo aranha.

    Esta consciência de que existe um ecossistema e de que todas as espécies possuem um papel relevante na natureza soa natural e surge espontaneamente na infância. Nós, adultos, é que precisamos de provas científicas, estudos e argumentações infalíveis para que sejamos convencidos, por muitas vezes, de obviedades.

    E por falar em estudos, já li, embora ainda como leitora amadora, alguns artigos que sugerem evidências de que até mesmo vegetais, como árvores nativas, formam redes de cooperação por debaixo da terra, através de suas raízes. Com isso, trocam nutrientes e até mesmo emitem alertas de perigo para suas vizinhas, na forma de impulsos elétricos.

    Mencionei, na hora do jantar com meu marido, dia desses, as habilidades sociais e até emocionais das árvores. Pensativo, ele concluiu nossa conversa dizendo que acredita cada vez mais na teoria que atribui à natureza o significado equivalente ao que as religiões denominam Deus. Nosso próximo passo, para orgulho de nossa pequena filhote, será sermos chamados de ecochatos na frente de nossos amigos!



CONTO

      O Jaca

    O jacarandá no sítio da vó Zoraia tinha mil anos. O pátio era imenso e verde, ao contrário dos meus olhos de menino. Todas as árvores eram altas e permitiam que eu, um guri desajeitado, porém pretensioso, passasse os domingos a migrar de galho em galho, fingindo ser Tarzan.

  A árvore preferida era a mais imponente, justamente o jacarandá, ou o jaca, para os íntimos. Além de ser altíssimo, jaca tinha galhos enormes e raízes fortes e era perfeitamente possível deitar-se nele e dormir em seus braços, não fossem os mosquitos.

    Nas férias de verão, eu passava dois meses na vó,  que se ocupava de panelas e hortas e vez ou outra aparecia para me chamar geralmente para o almoço ou banho.
- Desce daí, guri! Um dia tu ainda se quebra.

   Nunca dava atenção para sermões adultos, ainda mais do alto de uma vista tão privilegiada, de onde eu avistava o rio todo cercado de mata nativa. Era a minha selva. Trocava-a apenas por banhos de açude ou pratos com lasanha.

    As férias eram sempre parecidas, exceto no verão da quinta-série, quando Zoraia chegou no  pátio  e falou num tom mais baixo que o usual, obrigando-me a obedecê-la.

    - Desce, guri. Preciso falar contigo.

    Ela era enigmática e embora muito baixa, botava medo nos cachorros. Neste dia, seu rosto estava murcho e lembrava uma folha de chicória.

   Antes da morte dos meus pais, eu desejava que as férias jamais acabassem e, depois daquele dia, eu senti raiva por ter sonhado tanto viver ali. Nos meses seguintes, minha pele foi a fantasia do Tarzan e eu praticamente vivi no mato, ao mesmo tempo depressivo e livre. Eu, o Jaca, as formigas e gaivotas éramos um só.

    Tudo vira lembrança e, após a mudança para a cidade, pouco pensei no sítio nos anos de estudo e trabalho que se sucederam.

  Ano passado, de terno e gravata, retornei ao mato, onde erguia-se um condomínio de quinze casas de luxo, com vista para uma marina onde o rio transformava-se num estacionamento para veleiros. Sabendo que não o encontraria, procurei por Jaca.


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2º lugar - Gabriel da Fonseca Mayer


MINICONTO



Por trás do visor

    A  luz vermelha como sangue, como os lasers do batalhão, finalmente rasgava a cortina negra no horizonte. Ainda que pouca,  aquela seria a única luz solar que ela veria por muito tempo.

  Enquanto o elevador mergulhava cada vez mais fundo no subterrâneo, Renata recordava de seus antepassados que contavam como o vermelho do pôr do sol na orla costumava ser bonito. Isso tudo antes das grandes queimadas e do vermelho ser banido. Renata não conseguia imaginar um mundo onde aquela cor não significasse tristeza ou perversidade.

   A iluminação tornava-se pouca, e Renata ativou a intravisão. Batidas denunciavam os roedores na tubulação, e ela temia ao imaginar o cheiro que sentiria caso retirasse sua máscara.

  Ainda que ali habitasse, jamais havia sido sua casa.



POETRIX

Biblioteca Nacional

As flores da floresta de fogo
Na nefasta neve nuclear
Vida que queima nesse inverno.



POEMA LIVRE


Pela Porta Pintada na Parede

Lá no Reino de Cascalha
Foi onde me perdi
Num palácio de sucata
Reina um sábio travesti.

Atrás da negra cachoeira
E além das chuvas de festim
Onde rica é a pobreza
Diferente de onde vim.

Um lugar podre e selvagem
Mas de artes ricas e escondidas

Não há nenhuma bandidagem.
E nada de líderes fascistas!

Se não levantam o nariz
Com pouco (ou nada) se é feliz.



CRÔNICA


Observatorium

    Na primeira vez em que eu fui ao planetário, minha mãe me disse que aquela construção esquisita era um disco voador, e meu eu de dois anos, é claro, acreditou. Naquela tarde, uma voz que preenchia o salão circular disse que nós estávamos levantando voo, e  assim viajamos por vários planetas do sistema solar.

  Fiquei frustrado quando descobri que o mais longe que a humanidade havia chegado tinha sido a lua, e ainda mais ao saber que lá só tinha um monte de buracos enormes e nenhum alienígena. Na sala de aula eu ficava sabendo que o gelo dos polos ia derretendo, o nível dos oceanos subindo, e eu achava que era por isso que Veneza estava afundando.

  Quando ouvi falar da bomba atômica fiquei horrorizado imaginando um planeta Terra onde só as baratas eram sobreviventes. Mas até que isso acontecesse, certamente já seríamos capazes de ir morar em Marte, e isso me acalmava. Nada mais natural na cabeça de um jovem humano do que a certeza de que, depois que destruísse sua casa, não haveria problema algum em ir para outro planeta e começar a destruí-lo também.

  Talvez seja por isso que, desde sempre, o ser humano observou o céu com curiosidade. Essa solidão que queima no âmago de uma espécie inteira, e o medo de que não haja mais ninguém por aí para nos salvar ou lugar nenhum para onde fugir.

   E enquanto divagarmos, florestas inteiras queimam e tombam, tartarugas morrem sufocadas com canudos de plástico na garganta, e um bando de gente prega que, muito mais que um dos maiores biomas da humanidade, o que precisamos agora na verdade é de terras para plantar e criar gado, sair dessa crise, movimentar a economia. Se o Museu Nacional já pegou fogo e até as múmias se foram, por que não a Amazônia?

    Ah, se o planetário fosse mesmo um disco voador, tudo seria tão mais fácil...



CONTO


As espumas do valão

    A pequena luz vermelha se acendeu. Através das lentes da câmera de mão alocada sobre o tripé, o cenário tornava-se ainda mais admirável. E o recorte em janela widescreen potencializava a sensação insólita que aquelas ruínas abandonadas causavam.

   - Vai até o fundo, Zottis.

   A ponta de um dedo indicador surgiu num dos cantos do quadro no visor da câmera. Em seguida,  um rapaz de cabelos descoloridos e regata surgiu sob o sol e foi entrando pela abertura escura. Tornava-se cada vez menos visível à medida que se embrenhava no salão escuro.

   - Aqui tá bom? – perguntou Zottis. Sua voz reverberava pelo lugar vazio.

   - Tá! – gritou Alan por detrás da câmera.

  Era aquela locação que ele precisava para o curta. Ali conseguiria os enquadramentos abertos que queria, onde o personagem se reduz a um pequeno ponto na imensidão. E ninguém mais se importava com aquela construção. Explorar todo aquele mato acabou sendo uma boa ideia no fim. Tantas paisagens
bonitas, todas inacessíveis ao público.

  Nesse momento, Alan lembrou da sensação de vulnerabilidade que sentiu quando ele e Zottis pularam a grade com a placa “Apenas Pessoal Autorizado” em um dos cantos remotos do Campus do Vale. A qualquer momento, um segurança poderia surgir e enxotar os dois dali.

   Alan fechou o tripé ainda com a câmera ligada e levou consigo para dentro.

  - Algumas das placas seguem presas na parede – disse Zottis, apontando.

  “É Obrigatório o Uso de Guarda-pó”, leu Alan. Ainda que os dois tivessem visto o lugar pelo Google Maps, não sabiam do que se tratava exatamente. No entanto, os vários tonéis e câmaras de mistura sugeriam algo.

  - Dizem que a água do valão daqui tem aquela espuma por causa de uma fábrica que tinha aqui antes.

  Isso fazia sentido. Alan recordou do incidente noticiado na fábrica de produtos de limpeza, vários anos atrás. Tiveram que fechar as portas de tanto pagar indenização.

  Zottis vasculhava tudo. O lugar despertava-lhe uma imensa curiosidade. E Alan ia atrás, registrando tudo. Até que chegaram numa escada que descia.

  - Eu achei que isso aqui já fosse o subsolo – disse Alan. Os dois se olharam e desceram.

  Lá embaixo era ainda mais escuro. Fracos feixes de luz entravam por rachaduras nas paredes.

Alan colocou a câmera no modo noturno.

Muitos funcionários morreram no dia do incidente. Algo deu errado na composição do produto, e isso levou à grande tragédia. O líquido vazou e inundou a fábrica, matando tudo e todos ao seu redor. E solidificando-se em seguida.

  No subsolo das ruínas, jaziam corpos dos funcionários da fábrica, imobilizados, mortos e conservados pela eternidade em Cleaneflex, o melhor amigo da dona de casa. O produto do futuro era agora o mausoléu de um passado sombrio e esquecido.

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3º lugar - José da Silva Classmann


MINICONTO


         Meu pai tinha cabelos dourados

        Era dia de carreata em São Martinho, sem fogos e festas como quando Rafael cruzou a cidade na garupa do seu pai gritando: “Grêêmio, Grêêmio” no ano passado. Era uma carreata silenciosa dessa vez, mais amarga, com o destino amaldiçoado da cidade. Estava no carro de sua tia, no banco de trás. Quando passou por sua casa, viu as galochas que seu pai trazia da lida embarradas  ao lado da porta. Ele nunca tinha visto elas ali com o sol tão alto, mas estavam. O sol queimava sua pele e fervia a lembrança dele e seu pai, ali, na mureta, a conversarem sobre o veneno pras formigas e lagartas, e o preço das sacas, e as plantas que louravam, igual à cor do cabelo do seu pai, quando estavam prontas pra colher.

        E sua tia desligou o carro.

        Em São Martinho, havia um cemitério de homens ao lado de uma lavoura verde de soja.



POETRIX

Livro de Apocalipse versículo 1

No princípio era o verbo
Quando os homens caíram do céu
Esquentaram o inferno.



POEMA LIVRE


As horas da saudade

Às seis passa um café aguado
Para mascarar o cheiro sulfúrico
Do desfile putrefato
De tudo que não - mais - é

Às sete desfere o primeiro golpe anônimo
No saco plástico bem gordo
E debulha com dedos tortos e afoitos
As toneladas que uma cidade inteira não - mais - quis

Às oito, azarado coitado
Enfia um caco bem agudo e afiado
Manchando de um vermelho flamengo
A  pressa de não - mais - não - mais - poder - parar.

Às vinte e duas vai pra casa
Com um pedaço de pão
Põe a foto debaixo do travesseiro.
E sonha com quem não - mais - são.


CRÔNICA

3º LUGAR: Vitor José Classmann


Bicho de outro mundo

    Recentemente, participei de um concurso literário – loucuras  de quem ainda se atreve a escrever – e o fio temático que desafiou as mentes criativas era o meio ambiente e a natureza. Pra quem estava mais confortável escrevendo há anos enciclopédias subjetivas das emoções humanas, atirar-se para a realidade concreta e objetiva era um movimento novo. Busquei referência nas informações divulgadas – e naquelas censuradas – sobre as queimadas na Amazônia, o derramamento de óleo no nordeste, as espécies em extinção no pampa e o ciclo ecológico da água. Não me satisfiz com o que encontrei. Pelo contrário, apavorei-me com a ausência de análise sobre o animal símbolo do ecossistema brasileiro.

  Acredito que tal relapso possa ser fruto, em parte, do sentimento embasbacado que a exuberância da nossa fauna e flora nos causa. Não eventualmente, quando fujo de Porto Alegre e vou para o interior, pego-me em êxtase olhando 360° à minha volta e tendo sucessívos “insights” de beleza – como se fossem pequenas revelações do divino. Fitar a natureza parece que afeta nosso sensório e cognição, resgatando alguma memória perdida, anterior ao concreto e à eletricidade, presente no inconsciente coletivo.

  Outras vezes, acredito que esse relapso seja menos consequência dessa condição primitiva de quem ousa descobrir os segredos da mãe terra e mais ardilosidade de quem nos prende às aparências do mundo. Os hectares desmatados surgem como se fossem uma simples troca de vegetação. O óleo derramado no mar, apenas um desafio de lógica à inteligência dos peixes. A lama que preencha rios e arrastou vidas, uma demonstração da força da natureza. O agro no centro-oeste, a próxima aposta do mercado pop para substituir Madonna.

  Eu olho para a realidade concreta e objetiva e me salta aos olhos o bicho verde a fazer macaquices e piada com as publicações de estudos e notícias que preenchem a discussão sobre meio ambiente. Como é possível que perdemos a capacidade de ver o animal proeminente incrustado na brasilidade?

  Mais recentemente, quando vou ao interior, não tenho mais ficado embasbacado, pois tenho estado encucado demais com esta questão. Como é possível que tratem o dinheiro como se fosse bicho de outro mundo? Este é o animal que tem me atormentado dia e noite desde que começou este concurso literário. Sugiro, assim sendo, aos autores que se dedicam a estudar os biomas brasileiros que considerem a selvageria do lucro em suas análises, citando latifundiários e acionistas que roubam as revelações divinas para engordar os bolsos.



CONTO


Trabalho de Ciências

  - Chega por hoje – gritou ele – tá ficando tarde.

  Essa voz despertou um instinto aprendido de que era preciso obedecer. Era noitinha já e as crianças brincavam num terreno baldio ali perto. Álvaro jogou a bola pros guris e travou um assovio entre os dedos, bem alto, pra chamar o Pelego.

  - Álvaro, não vai trazer esse pulguento pra dentro. Vai direto pro teu banho.

  Assim fez sem nenhum pio. De algum lugar, um medo pesava sua cabeça, que andava baixa. No banho, fez malabarismos para que a água não escorresse no corpo. Molhava um braço de cada vez. O vergão nas nádegas ainda ardia.

  Saiu do banho meio encardido ainda. Se reparasse bem, veria uma mancha de terra vermelha atrás da orelha. Mas, na verdade, ninguém reparava bem nele. Adormeceu assim, esquecido, no seu cantinho. Antes de dormir, deixou a mochila pronta e a roupa estendida na cadeira. De manhã cedo, quando o escolar passava, Álvaro precisava num pulo dar comida pro Pelego e correr pra frente de casa.

  - Bom dia, crianças, meu nome é Fernanda. Deixem a mochila no fundo da sala e venham logo que hoje teremos experiência de ciências – falou empolgada a estagiária nova na escola – A aula é sobre ecologia. Alguém sabe o que isso significa?

  - Não jogar lixo no chão – respondeu Pedro. – Respeitar os animais – continuou Ana.

  - Isso, perfeito. Ecologia é importante para nos fazer pensar sobre a nossa relação com a natureza e o meio ambiente. Tem alguns conceitos que vocês precisam anotar no caderno – ela deu uma pausa para que colocassem a data no cabeçalho e começou – Bioma é o conjunto de espécies e características naturais de um lugar, como clima, chuva, relevo – chuva, faz dias que não chove, imagina eu e ela, só eu e ela, tomando banho de chuva, eu ficaria até tarde na rua com ela, só eu e ela, eu ia levar ela no campinho.

  - Álvaro, por que tu não tá copiando?

  Ele ficou envergonhado, com medo que ela tivesse percebido aquilo que nem ele sabia o que era, mas que começara a sentir. Tinha algo de magnético em Fernanda.

  - Copia aqui, vou escrever no quadro.

  “Tema de casa: olhar na página 67 como construir um terrário e fazer um para a Feira de Ciências da escola.”

  Se Álvaro tinha uma certeza, era de que faria esse terrário, o que quer que isso fosse. Seria o mais lindo da sala. Ou melhor, ele ganharia o prêmio da Feira de Ciências e daria pra ela. Chegou em casa e disse que estava sem fome, foi direto para o fundo da casa contar pro Pelego que a menina mais linda do mundo era sua professora. Sentou embaixo do pé de goiaba com o cusco e abriu na página 67: ele precisaria de um pote preenchido com terra até o meio, insetos, sementes, mudas, regar todo dia, minhocas, o pote precisava ser transparente.

  Naquele dia quando entardeceu ele já tinha feito tudo. Conseguiu um pote de pepino com dona Dulce, sua vizinha. As sementes, pegou das goiabas, bergamotas e das melancias que tinha sobrado de ontem – almoçou as frutas. Com a enxada que achou na casinha dos fundos cavoucou um buraco na terra enlameada embaixo do cano da pia e achou dezenas de serzinhos compridos e marrons. Tudo montado, regou o pote e deixou perto de onde o Pelego dormia.

  Regou todos os dias assim que chegava da aula, irritando sua avó, porque insistia em ir olhar o terrário sempre antes de almoçar. A cada dia aquele pote estava diferente. Teve um, em especial, que as aranhas construíram uma coluna de seda até a tampa do pote como se quisessem alcançar o céu caso pudessem. O fascínio de Álvaro pelo meio ambiente ali criado se intensificava, criava raízes. O sentimento que tinha por Fernanda também. Pareceu que descobria novos túneis mais profundos em si, tal qual cavoucavam as minhocas.

  Buzinou o escolar e ele gritou – pera, estou indo – colocou a comida na vasilha do Pelego e embarcou. Aquele dia tinha algo estranho no ar, achou que era ansiedade, pois no dia seguinte seria o dia da Feira, o dia do Prêmio, o dia de contar para ela.

  Quando chegou na sala, era a diretora que estava na frente. Todos sentaram em silêncio.

  - Queridos, gostaria que vocês conhecessem Odete, ela será a professora de vocês daqui em diante.

  - Mas e a Fernanda? – berrou Álvaro.

  - Fernanda teve problemas e não dará mais aula em nossa escola.

  Essa notícia abriu em Álvaro um vazio que, também, jamais sentira. Saiu da sala correndo feito um raio e não parou de correr até chegar em casa. Debaixo do pé de goiabeira, abraçou o pote de vidro com tanta força como se ele pudesse entrar em seu peito. Chorou.

  Com o regador, encheu o terrário de água até o gargalo, afogando ali o seu primeiro coração.

30.12.19

RETROSPECTIVA IEL 2019

* Ao longo do ano: Reuniões da Setorial do Livro, Leitura e Literatura

* Março - Criação do Comitê de Acervo do Centro de Documentação Lígia Averbuck, com os conselheiros Ruben Castiglioni, Vera Aguiar e Teniza Spinelli. Ao longo do ano, foi realizado planejamento e organização dos acervos do Centro de Documentação Lígia Averbuck e dos espaços reservados a ele

* 28 de março - Lançamento em Pelotas da obra ’Lendas do Sul' - Edição Ilustrada’ (IEL/Ed. UFRGS), com palestra de Paula Mastroberti, organizadora do livro. A obra teve ainda notas e fixação do texto realizados por Aldyr Garcia Schlee, e recebeu o Prêmio Ages Livro do Ano na Categoria Especial.

* 28 de março - Apoio ao lançamento da obra 'Teatro Completo de Simões Lopes Neto'

* 17 de abril - Palestra “Literatura Surda” com Cláudio Mourão (UFRGS) (Semana Estadual do Livro)

* 17 de abril - “Eu Leio Schlee” - Sarau em homenagem a Aldyr Garcia Schlee (Semana Estadual do Livro)

* 24 de abril - Palestra “Formação de Leitores: a Experiência da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo”, com Miguel Rettenmaier (Semana Estadual do Livro)

* 24 de abril - Mesa “Escritores Gaúchos - Série Digital: Armindo Trevisan", sobre o escritor Armindo Trevisan e o volume digital dedicado a ele publicado pelo IEL. Participação de Alexandre Brito, Élvio Vargas e José Eckert

* 08 de maio - Mesa sobre a vida e obra do escritor Alcy Cheuiche e o volume em sua homenagem publicado pelo IEL. Participação de Élvio Vargas e Lucas Zamberlan

* Ao longo do ano: Acervo Itinerante Tudo a Ler - Projeto de incentivo à leitura que disponibiliza estantes móveis com livros. Em 2019, o foco foi a disponibilização dos livros em presídios.

* 11 de maio - Reunião do projeto Dinamização e Preservação do Centro de Documentação Lígia Averbuck com os arquitetos Tales Beier Ferreira e Luiz Fernando Rhoden e Graciela Bonamigo, coordenadora do projeto

* 29 de maio - Palestras com vencedores do Prêmio Minuano de Literatura 2018: categorias Poesia (Juliana Meira), Ficção: Romance/Novela (Leonardo Brasiliense) e Especial (Rafael Guimaraens)

* 05 de junho - Palestras com vencedores do Prêmio Minuano de Literatura 2018: categorias Conto (Gustavo Melo Czekster), Juvenil (A.Z. Cordenonsi), Quadrinhos (José Aguiar, representado pelo editor Artur Vecchi) e Infantil (Maíra Suertegaray)

* 13 de junho - Reunião no Instituto João Simões Lopes Neto em Pelotas como parte da Caravana Sedac

* Ao longo do ano: "Momento IEL" no Programa Tons e Letras (FM Cultura), produzido por Luís Dill, com leituras realizadas por Cristina Macedo

* Julho - Exposição em homenagem a Mario Quintana e Maria Dinorah

* 18 de julho - Mesa em homenagem a Mario Quintana e Maria Dinorah com Patrícia Pitta e Isadora Dutra

* 18 de julho - Contação de histórias para os alunos da Escola Estadual Othelo Rosa

* Maio a setembro - Extensão Universitária “Poesia em Jogo: Interações com a vida e a obra de Qorpo Santo" - Coordenação de Paula Mastroberti e apoio da UFRGS (IA e FACED) e Unisinos

* 17 de agosto - Dia do Patrimônio - Homenagem a Oliveira Silveira e recebimento de parte do acervo do escritor

* 21 de agosto - Roda de Leituras com Laura Rangel e alunos do Colégio Estadual Marechal Floriano Peixoto

* 22 de agosto - Reunião do Conselho Editorial do IEL (conselheiros: Carlos Alexandre Baumgarten, Maria Eunice Moreira, Ruben Castiglioni e Vera Teixeira de Aguiar)

* 16 de setembro - Palestra “Poetas suicidas: o avesso mortal” com Cristina Macedo e Berenice Sica Lamas

* 26 de setembro - Recital de música e poesia com a Escola de Música da OSPA

* Ao longo do segundo semestre: Projeto Autor Presente: Encontros com escritores em escolas públicas e bibliotecas públicas e comunitárias - 67 encontros em 49 municípios ao todo

* 02 de novembro - Mesa em Homenagem a Aldyr Garcia Schlee e lançamento de fascículo da série digital Escritores Gaúchos dedicado a ele, com a participação de Alfredo Aquino, Luiz-Olyntho Telles da Silva e Maria Eunice Moreira (Feira do Livro)

* 8 de novembro a 12 de novembro - Desafio Literário - Competição de criação literária realizada em 5 etapas eliminatórias durante 5 dias (Feira do Livro)

* 13 de novembro - Cerimônia de Premiação do Desafio Literário

* Junho a novembro - Seminários Tudo a Ler - Seminários voltados para a formação de mediadores de leitura, realizados em cinco municípios (Alegrete, Bagé, Montenegro, Porto Alegre e São Luiz Gonzaga) em parceria com a UERGS

* 9 de novembro - Edição dos Seminários Tudo a Ler na Feira do Livro de Porto Alegre

* 1 a 17 de novembro - Banca do IEL na Feira do Livro de Porto Alegre

* 6 de novembro - Cerimônia de Premiação do Prêmio Minuano de Literatura 2019, prêmio literário para livros publicados por autores ou editoras do RS ao longo de 2018 em 10 categorias

* 14 de novembro - “Quem são os autores gaúchos?” - Apresentação de pesquisa com Marlon de Almeida e Magali Lippert (Feira do Livro)

* 15 de novembro - Sarau Linguagens que Tocam - Leitura de poemas de Qorpo Santo com Cristina Macedo e apresentação da Orquestra Rosariense do Colégio Marista Rosário (Feira do Livro)

* 13 de dezembro - Defesa de TCC "Quarto de Sonhar Infâncias", de Celso Sisto

* 11 de dezembro a 16 de dezembro - Exposição "Quarto de Sonhar Infâncias”, de Celso Sisto

14.11.19

Vencedores do Desafio Literário




Em cerimônia no Auditório do MARGS, o Instituto Estadual do Livro (IEL) divulgou na tarde de 13 de novembro os vencedores do Desafio Literário, competição de criação literária organizada pelo IEL que na edição 2019 destacou temas relativos ao meio ambiente. São eles: Vanessa Conz (1º lugar), Gabriel da Fonseca Mayer (2º lugar) e Vitor José da Silva Classmann (3º lugar). Participaram da cerimônia: a diretora de Artes e Economia Criativa da Secretaria da Cultura do RS, Ana Fagundes; a Patrona da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre, Marô Barbieri; a diretora do IEL, Patrícia Langlois; a diretora da Brascril, Bárbara Lopes; Rafael Jacobsen, pela Academia Rio-Grandense de Letras (ARL); Jacira Fagundes, pela Associação Gaúcha de Escritores (AGES) e Ariane Severo, pela Associação Lígia Averbuck (ALA).

7.11.19

Vencedores do Prêmio Minuano 2019



O Instituto Estadual do Livro (IEL) divulgou as obras vencedoras da segunda edição do Prêmio Minuano de Literatura na noite de quarta-feira, 6 de novembro de 2019, em cerimônia na Sala de Música do Multipalco do Theatro São Pedro.

Os ganhadores em suas respectivas categorias são:

- Conto – “Cavalos de Cronos” de José Francisco Botelho/Zouk (mandou representante)
- Ilustração – “Que Monstro, Menino? De Milene Barazzetti e ilustração de Marlon Costa/Alarte
- Juvenil – “Dois Meninos de Kakuma” de Marie Ange Bordas/Pulo do Gato (representante)
- Infantil – “Histórias de (Não) Era Uma Vez” de Maria Luiza Puglia/Phisalis
- História em Quadrinhos – “Silas” de Rafa Pinheiro/AVEC (representante)
- Crônica – "Não Existe Mais Dia Seguinte” de Vitor Necchi /Taverna
- Ficção: Romance/Novela – “Tupinilândia” de Samir Machado/Todavia
- Poesia – “Entre uma Praia e Outra” de Ronald Augusto/Artes & Ecos
- Texto Dramático – “Guerra de Urina” de Altair Martins/EDIPUCRS
- Categoria Especial – “Literatura à Margem” de Cristóvão Tezza/Dublinense (representante)