21.3.19

Lançamento - Lendas do Sul e Teatro de Simões Lopes Neto



No próximo dia 28 de março (quinta-feira), às 19h, será realizado lançamento na cidade de Pelotas dos livros 'Lendas do Sul' - Edição Ilustrada (Instituto Estadual do Livro/Editora da UFRGS) e 'Teatro completo de Simões Lopes Neto' (Editora Movimento). O evento ocorrerá na sede do Instituto João Simões Lopes Neto (Av. Dom Pedro II, 810 - Pelotas/RS), e contará ainda com uma mesa sobre a obra de Simões Lopes Neto com a participação dos professores Márcio de Souza (UFPEL) e Paula Mastroberti (UFRGS).


Lançamento e Palestra/Mesa:

"Lendas do Sul" - João Simões Lopes Neto. Organização de Paula Mastroberti; notas e fixação de texto por Aldyr Garcia Schlee - Instituto Estadual do Livro / Editora da UFRGS - 144 p.

"Teatro completo de Simões Lopes Neto" - Editora Movimento - 448 p.

Local: Instituto João Simões Lopes Neto (Av. Dom Pedro II, 810 - Pelotas/RS)

Data: 28/03, 19h

12.3.19

Autor Presente: Credenciamento de Escritores


Informamos que o credenciamento de escritores no projeto Autor Presente (clique aqui para saber mais sobre o projeto) dar-se-á mediante o preenchimento do Formulário para Escritores e a inclusão da documentação listada abaixo, conforme a opção do autor para em caso de contratação efetuá-la em nome da Pessoa Física ou em nome da Pessoa Jurídica. Podem participar escritores de todo o Rio Grande do Sul que possuam no mínimo três títulos com registro de ISBN, sendo que ao menos dois devem ser impressos e estar disponíveis para comercialização. Coletâneas não são aceitas. Mais informações: autorpresente@gmail.com

Pessoa Física

a)    CPF e RG;
b)    Certidões Negativas de Débito com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;
c)    Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas;
d)    Comprovante de Residência;
e)    Comprovante do PIS, NIS ou PASEP, conforme o caso;
f)     Comprovante de conta bancária;
g)    Imagem da capa de um livro do autor.

 Pessoa Jurídica

a)    Cartão do CNPJ;
b)    Certidões Negativas de Débito com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;
c)    Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas;
d)    Certidão Negativa de Débitos FGTS;
e)    Estatuto registrado, Contrato Social ou Requerimento de Empresário Individual;
f)     RG e CPF do representante legal da empresa;
g)    Comprovante de conta bancária da empresa;
h)      Imagem da capa de um livro do autor.

– Tanto o referido Formulário quanto os documentos deverão ser encaminhados, no mesmo momento, para o e-mail autorpresente@gmail.com.

26.12.18

Desafio Literário - E-book


O Instituto Estadual do Livro lança o e-book "Desafio Literário",  reunindo todos os textos produzidos pelos três primeiros colocados no Desafio Literário, competição de escrita criativa organizada pelo IEL, em cada uma de suas três edições, nos anos de 2016, 2017 e 2018, totalizando nove autores. 

A competição é realizada sempre durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Ao longo de cinco fases eliminatórias em cinco dias consecutivos, os participantes escreveram sobre temas sorteados em cada data nos seguintes gêneros: miniconto, poetrix, poema livre, crônica e conto. Ao final, foram selecionados vencedores os três participantes que terminaram a última fase com a maior pontuação total. 

O trabalho resultante de todos os anos de competição, já publicado via blog do IEL e Facebook, pode ser agora conferido integralmente em formato de livro digital. O download da obra, gratuito, pode ser feito por meio deste link.

21.12.18

Escritores Gaúchos - Armindo Trevisan


O Instituto Estadual do Livro (IEL) está lançando o fascículo biobibliográfico "Escritores Gaúchos - Série Digital: Armindo Trevisan", em homenagem ao escritor Armindo Trevisan. Este volume, o terceiro da série digital Escritores Gaúchos, conta com relatos, fotos, entrevista e trechos da obra que resgatam a trajetória do autor homenageado.

O download do livro eletrônico, gratuito, pode ser feito por meio deste link. 

19.12.18

Desafio Literário 2018 - Textos dos vencedores

Publicamos a seguir a íntegra dos textos produzidos pelos três vencedores do Desafio Literário 2018, terceira edição da competição de escrita criativa organizada pelo IEL durante a última Feira do Livro de Porto Alegre. Durante a competição, que ocorreu em cinco fases eliminatórias realizadas em cinco dias consecutivos, os participantes escreveram sobre temas sorteados em cada data nos seguintes gêneros: miniconto, poetrix, poema livre, crônica e conto. Ao final, foram selecionados vencedores os três participantes que terminaram a última fase com a maior pontuação total, classificados nesta ordem: 1) Celso Gonzaga Porto; 2) Marcos Eizerik; 3) Eduardo Bizarro Pereira Porto.


A produção completa dos três primeiros colocados pode ser conferida abaixo: 


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1º lugar - Celso Gonzaga Porto


Miniconto


DEVASTAÇÃO

Movimento frenético de resíduos em sobrevoo. O assovio insistente no encontro com quinas e frestas. Em minutos, entulhos. Tudo devastado.

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Poetrix


DIVAGANDO 

Quando o pensamento voa 
A alma transpira anseios 
A mente exala devaneios

-
Poema Livre


SOLIDÃO 

Quarto vazio e silente 
No vaso, somente uma flor 
A exalar perfume, 
Aroma com cheiro de amor 
O olhar fixo 
Quem sabe a sufocar um grito 
Num pensamento distante 
Agora 
Os olhos fixam na flor 
Num sentimento de saudade, 
Que tropeça na maldade 
Da parceira que se foi 
Aquele mimo, era p’ra ela 
Partiu sorrindo e levou 
A paixão que era só dela. 
Aquele mimo, era p’ra ela 
Mas ela, não mais voltou.

-
Crônica


AS “VIÚVAS” 

Tudo corria normal no velório, como em qualquer velório. Quem estava em pé, cruzava e descruzava os braços. Os sentados, cruzavam e descruzavam as pernas. E no mais, todos se entreolhavam com cara de bobo; sem nada a fazer; sem nada a dizer. 

De várias mulheres que se aproximaram do morto, se ouviu a característica choradela: “Tão bom… E era só meu.” Depois da quinta que se aproximou do ataúde, já na madrugada, todas perceberam que o “só meu”, não passava de mera ilusão. O Juca, com todo o jeitão de boa gente, tinha um verdadeiro harém. 

E foi aí que o tempo fechou. No primeiro puxão de cabelo, uma peruca sobrou na mão da antagonista. Um olho de vidro foi parar junto à coroa de flores com a famosa faixa com os dizeres: “SAUDADE ETERNA”. Uma delas não conseguiu levantar da cadeira. A muleta tinha sido usada como arma por uma das “viúvas”. Ela não conseguia manter o equilíbrio apenas com uma perna. Pior foi uma dentadura que foi parar no meio das pernas do morto. Ou seja. Deu para perceber que do Juca não escapava nada. 

Já quase ao clarear do dia, alguns homens que participavam da cerimônia conseguiram apaziguar os ânimos. Foi um pedido desesperado da viúva que só aí, no último momento do Juca, tomou consciência do fato de ter sido enganada o tempo todo. Mas engoliu em seco. Afinal, tinha de preservar os filhos que nada tinham a ver com a história. Os amigos conseguiram fazer com que as falsas viúvas deixassem o velório. Já tinham causado rebuliço demais.

E a cerimônia continuou no mesmo “ritual”; cruza e descruza braços; cruza e descruza pernas. Às vezes, uma aproximação ao caixão, o olhar fixo no morto e a mão batendo no ombro do parente com um sacudir de cabeça, sem que nada possa ser dito. Pelo menos que amenize a situação. Por fim, chega a hora da “encomendação” do corpo. Alguém paramentado, com um livrinho na mão, borrifa água benta no cadáver, diz alguma coisa e manda que todos digam amém. O defunto está pronto para “seguir viagem”; a última, por sinal. 

Fechado o caixão, saem todos acompanhando o trajeto. Cabeça baixa, as mãos às vezes cruzadas na frente, às vezes nas costas e, enfim, a sepultura começa a ser lacrada. 

É o momento em que paramos para refletir que, um dia, voltaremos a estar em um ambiente semelhante, onde todos os trejeitos vão se repetir, onde o constrangimento impedirá que se diga algo, e nós estaremos tranquilos e serenos. 

Tranquilos e serenos? 

Sim. Simplesmente porque todos estarão fazendo reverência a nós. 

-
Conto


RETOMADA

Ramires não se conformava com os últimos acontecimentos. Perdera o emprego recentemente, nem ele mesmo entendia muito bem o porquê. Ganhava razoavelmente bem e, num piscar de olhos, sua esposa com trabalho mais modesto é quem mantinha o essencial em casa. 

Imediatamente, largou currículo em diversas empresas de médio o grande porte. Até faria entrevistas, mas no final a resposta era negativa. 

Sua mãe, devota de todos os santos e até de mandingas, implorava aos recursos do além pelo sucesso do filho, mas a maratona continuava. Ramires, na verdade, não era adepto dos rituais de devoção da mãe. Acreditava mesmo era no esforço desprendido em busca dos objetivos. Mas o tempo foi passando e os insucessos acontecendo a cada nova investida. 

O sistema nervoso começou a ficar abalado. Não era confortável ver que a mulher era quem sustentava a casa sozinha. Achava razoável que ela trabalhasse para ajudar nas despesas mas, para manter tudo, não achava justo. 

Passados tempos naquela situação, Ramires teve oportunidade de parar e refletir sua situação. Por que com formação e grande experiência, os caminhos se lhe fechavam as portas? 

Em conversa com um amigo, ouviu um parecer. Ele havia deixado a última empresa com um salário elevado. Isso representava um entrave para nova admissão, já que não era de bom tom que se rebaixasse o salário na carteira.

A partir daí, Ramires mudou os caminhos. Fez curso de aperfeiçoamento em informática. Mudou o foco da sua busca por trabalho e assim, conseguiu um estágio por conta do curso. Durante esse período, chamou a atenção dos donos da empresa pelo discernimento daquele estagiário, a facilidade com que dominava o trabalho e o entusiasmo com que enfrentava os desafios. 

Concluído o estágio, foi convidado a exercer na própria empresa um cargo de auxiliar junto a uma das direções. Dia a dia, sua dedicação era maior. Afinal, estava deixando um período de ostracismo profissional para retomar seu caminho. 

Passados dois anos, o diretor com quem trabalhava foi transferido para uma filial da empresa, recentemente aberta no exterior. Com surpresa, Ramires recebeu o convite para ocupar o cargo. 

Em pouco tempo, o salário já superava aquele do emprego anterior e o forte embasamento lhe dava a cada dia condições de manter a empresa no mais alto conceito. 

A percepção de mudar o foco para a procura foi preponderante para o seu sucesso. 

Ramires ratificou seus princípios de que a luta constante conduz aos objetivos. 

Por sua vez, sua mãe passou a contar para a vizinhança que seu filho foi salvo pelos trabalhos espirituais que ela desenvolveu. 

O fato é que, bem ou mal, as energias positivas se somaram.
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2º lugar - Marcos Eizerik


Miniconto


RODAS 

Fim de tarde. Quando o sol começa a se despedir do dia. A primavera trazia as primeiras flores e a temperatura, nem quente, nem fria, convidava para um passeio. Sempre gostei de passear. Com minha mãe, com meu pai, com minha avó já bem velhinha. 

De olhos abertos, fechados, curiosos. O que me fascinava era conhecer novos lugares, novas pessoas. No céu, agora nublado, as estrelas começavam a piscar. No chão, folhas iniciavam sua dança ao ritmo do vento. O tempo mudava. A ventania se apresentava. Perfeito! Ela me trazia lembranças que flutuavam no ar. Mãos nas rodas. O primeiro impulso é sempre o mais difícil. E lá vamos nós para mais um passeio: eu e minha cadeira de rodas.

-
Poetrix


FOME 

Sonhar é prato cheio 
Sonho de olhos abertos 
Sonho de doce de leite.

-
Poema Livre


ROMA 

Como uma lança que perfura 
Ao som das palavras débeis 
Desde ursão até minha fofura 
Ele passa dos 80 decibéis 
O feio lhe parece bonito 
O gordo é seu forte 
O gemido vira grito 
O perdido um novo norte 
Sua ausência traz arrepio 
É angústia, insônia, ferida 
O quente passa a ser frio 
Tudo na espera da comida 
Ver os olhos cerrados 
Tocar as mãos atadas 
Falar com lábios calados 
Cheirar velas apagadas 
De traz para frente 
Pagão louvor 
Do ateu ao crente 
Todos os caminhos levam ao amor.

-
Crônica


DE MORRER DE RIR 

Ele sempre gostou de fazer graça. Gostava de contar que, quando nasceu e o médico bateu na sua bunda, em vez de chorar, gritou: 

- Vai bater na mãe! 

Na escola, sentava no fundão. Sempre tinha uma resposta na ponta da língua – língua afiada. Seus super-heróis não tinham capa nem espada: tinham ironia e sarcasmo. Do Barão de Itararé, chegava até ter pôster colado na posta do quarto. Para quem dizia que isso era fase, que passaria com o tempo, citava: 

- O problema não é mudar de ideia, é não ter ideia para mudar. 

Com seus um metro e setenta, sessenta e cinco quilos, olhos castanhos e cabelo um tanto quanto crespo, não era um modelo de beleza. Por isso, quando conquistou Berta, uma coisa era certa: ela gostava de sorrir. E ele adora fazê-la feliz. Para os que não entendiam como aquela morena de lindos olhos azuis poderia ter casado com Paulo, a resposta saía num piscar: 

- Eu tenho ótimo gosto para mulheres. Ela tem péssimo gosto para homens. 

É bem verdade que ele aprontava. Muitas vezes suas brincadeiras assustavam Berta. Toda vez que eles comiam peixe, ele fingia se engasgar e tossia, tossia e tossia. De repente, colocava a mão na boca e tirava a espinha inteira do pobre animal – claro, devidamente escondida antes na mão. 

Com o tempo e as repetições, a brincadeira deixou de assustar e virou um clássico nos almoços da família. Primeiro, foram os filhos que imitaram. Depois, os netos. Era ter peixe para começar a sinfonia de tosses. Às vezes, o que faltava era espinho. 

A experiência trouxe novas histórias, viagens e motivos para sorrir. Os filhos já estavam formados, os netos adoravam suas brincadeiras – inclusive a prova de fogo da coragem: dar um pum embaixo da coberta e tapar a cabeça –, e Berta continuava linda. Ainda com péssimo gosto para homens, mas linda. 

Para comemorar 50 anos de casado, programaram uma viagem muito especial: queria conhecer a casa onde Chaplin havia nascido. No caminho, também valia conhecer um pouco da França e Itália. Por quê? Ora, Charles também havia passado lá. 

Passaporte em dia, passagens compradas, hotéis reservados, só faltava os exames de rotina. 

Quando o telefone tocou e a secretária do médico pediu que Paulo viesse um dia antes do combinado e, de preferência, sozinho, ele respondeu: 

Querida, vou correndo: notícia ruim vem rápido. 

Do outro lado da linha, não houve resposta. 

Sentado na frente do médico, Paulo ouviu com atenção os resultados dos exames. Sua tranquilidade era inversamente proporcional à gravidade do diagnóstico. 

Poderia levar um mês, três meses ou, no máximo, seis meses. Evidente que milagres aconteciam, mas o médico, a medicina, não podiam contar com eles. 

Foram quase 45 minutos ouvindo. Em momento algum, Paulo interrompeu o médico. Já ansioso, ele perguntou se Paulo tinha alguma dúvida, algum comentário. 

Paulo olhou para sua aliança, olhou para o médico e, gravemente, falou. 

- Creio que não devo comer peixe pelos próximos seis meses. 

-
Conto


V-I-D-A

Ela era muito esperada. Depois de duas gravidezes que não deram certo, ter passado do terceiro mês já era um milagre. 

Na verdade, desde o primeiro mês, eles comemoravam. A decisão já havia sido tomada: eles não tentariam mais. As duas perdas foram muito doloridas. 

Da primeira vez, a alegria deu lugar ao desespero. O pequeno quarto estava praticamente montado. Faltavam detalhes: um quadro na parede, um ursinho no berço e, claro, um anjo de pano para proteger o anjinho recém-chegado. Foi exatamente quando escolhiam o quadro que uma forte pontada levou eles às pressas para o hospital. 

Fila. Senha. Maca. Grito. Sangue. Correria. Emergência. Meu filho, meu filho. Aborto. 

Depois de três anos, uma nova bênção. Agora, eles já sabiam o perigo. Todo o cuidado foi tomado. Repouso absoluto. Ela não precisava trabalhar. Ele dava conta, O quarto já estava pronto havia três anos. O pouco que faltava, eles comprariam aos poucos. O quarto ele mesmo pintara com a tinta que ela escolhera. A nova colcha ela mesmo costurara com os bichinhos que eles decidiram. 

Quando o telefone tocou no meio da tarde e ele reconheceu o número dela, seus olhos ficaram cheios de desespero. 

Sangue. Fila. Senha. Emergência. Grito. Correria. Meu filho, meu anjo, meu Deus. Aborto. 

A decisão estava tomada, eles não tentariam mais. 

Mas o susto veio. O que fazer? Adiantar o inevitável? Para que prolongar o sofrimento?

Depois de sete anos, a dor ainda era muito presente. A ferida não havia cicatrizado. Eles não aguentariam passar novamente por tudo aquilo. 

Porém, passaram pelo primeiro mês. Com receio, com sonhos, com um lindo quadro na parede. Pelo terceiro mês. Com desconfiança, com força, com pequeno ursinho no berço. 

E vieram o quarto, quinto e sexto mês. Com pavor, com fé, com internação. 

No sexto mês, a gravidez de alto risco tornou-se uma internação de emergência. 

Sangue. Grito. Fila. Senha. Correria. Meu filho, me ajuda, nos salva. Cesariana. 

A enfermeira caminhou até o fundo do corredor para encontrá-lo. Ela tinha perdido muito sangue. O bebê pesava menos de 700 gramas. Eles fizeram tudo o que fora possível. Ela não sobrevivera. Ela estava na UTI. 

Foram quase três meses na Unidade de Tratamento Intensivo. Todos os dias ele via sua filha pelos grossos vidros da incubadora. 

No quarto mês, uma infecção quase a tirou dele. No sexto mês, ela ganhou peso. No oitavo mês, ela ganhou seu primeiro colo do pai. 

Numa tarde ensolarada de uma terça-feira de novembro, eles saíram do hospital. Ele esperou estar junto dela para ir ao cartório registrá-la. 

- Qual será o nome dela? - perguntou o escrivão. 

- Vê - i - dê – a. Vida. Como a mãe.
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3º lugar - Eduardo Bizarro Pereira Porto


Miniconto

VENTANIA 

Sobre o mar acalmado, as naus flutuavam quietas. A calmaria era a morte. O capitão-mor rezava por ventania. Pronto estava para aguentar todo vento que viesse. E ele soprou; soprou e não parou mais. Trouxe as naves, a peste e a cobiça. E levou; levou ouro, prata e o que mais reluzisse. No fim deixou; deixou a morte, a vida, a desgraça e a esperança. Continuou soprando, nunca soube o que fizera.


-
Poetrix

SONHAR 

Quero dormir e não acordar, 
Ser o senhor de todos os sonhos. 
Se não der certo, volto a sonhar.


-
Poema Livre

AMOR 

O amor que amei primeiro 
- e muito correspondido - 
foi um sorriso e um seio. 
Tudo que tinha querido.
      Depois amei o meu pai, 
      amor que não tinha fim, 
      e do meu peito não sai, 
      a saudade que há em mim. 
Aprendi a amar a vida, 
mistura de muito e pouco. 
Uma surpresa infinita, 
para o são e para o louco. 
      Até os bichos amei, 
      também os livros que lia, 
      e as flores que cheirava, 
      o real e a fantasia. 
Enfim, amei os olhos dela, 
Cada amor é diferente. 
Tanto amor que dou p’ra ela, 
não tem fim esta vertente? 


-
Crônica

HUMOR APROXIMA 

Tia Negra sempre foi muito bem humorada. Cedo teve que encarar a vida junto com a mãe e a irmã, abandonada pelo “chefe da família”. Aposentada e solteirona, seu maior medo era que descobrissem que reduzira em quinze anos a própria idade para ser admitida na antiga Viação Férrea, que então estabelecia idade máxima para admissão. Viveu com esse fantasma a assombrá-la, malgrado as tranquilizadoras explicações do meu avô, que era seu irmão. 

Além de bem humorada, era muito generosa com os seus, entretanto muito econômica consigo mesma. Economizava em tudo: se o doutor receitava dois remédios, comprava o mais barato, também mais barato era o sabão, e assim por diante. Também tinha o hábito de guardar os presentes que recebia, de Natal ou aniversário. Era comum não abrir os pacotes, na expectativa, quem sabe, de poder reutilizá-los em ocasião apropriada. 

Recentemente, Tia Negucha, outro apelido dela – pediu-me que a acompanhasse em um aniversário de uma amiga. Aceitei prontamente o convite, sem outra intenção, embora antevisse alguma cena pitoresca que a presença da Tia Negrinha – mais um apelido – está sempre a propiciar. 

Chegamos lá e a tia Inês – esse é o nome dela, embora nunca tenha ouvido alguém chamá-la assim – muito sorridente e afável, cumprimentou a aniversariante, e entregou-lhe o presente, dizendo: “desculpe a insignificância, é só uma lembrancinha”. 

A anfitriã abriu o embrulho, momento em que o seu sorriso passou do vermelho para o amarelo. Ela agradeceu, fazendo o que podia para não perder a linha. 

Fiquei sem saber o motivo do constrangimento, até mais tarde na festa, quando a neta da aniversariante confidenciou-me que o presente da tia Negritita – outro… – fora o mesmo que recebeu da anfitriã no seu próprio aniversário – da tia Negrinha – no ano anterior. 

A formalidade que até então havia entre a neta da aniversariante e eu se desfez, e rimos muito. 

Era como se o encontro dissonante daqueles dois antigos cristais, que nos eram muito queridos, ressonasse em riso duas gerações adiante. Até hoje comemoramos aquela data como o “nosso” aniversário. 

-
Conto

IMPLACÁVEL SEDUTORA 

A vida nunca para. Ela força, luta, empurra, muda os planos daqueles que dela se embebedam. Para a criança que primeiro reconhece um rosto, sua mãe é o Universo, que nunca cessará de expandir, enquanto houver vida. 

Edmundo e Artur sempre foram bons amigos, desde quando aprenderam o significado da amizade. Estavam juntos sempre que podiam. 

Após as aulas, gostavam de ir para a “cidade”. Um forasteiro que ali chegasse, notaria a cidade deserta se os meninos não estivessem. Escondido no sopé de um barranco, cercado de espessa vegetação, o casario era baixo, feito com materiais de fortuna, ao longo de um arruamento irregular, mas construído com cuidado. 

Em um fim de tarde de outono, Edmundo e Artur subiram o barranco, sentaram na grama e ficaram admirando a cidade que haviam construído. Artur comentou: 

– No meu aniversário, vou pedir mais carrinhos. Toda casa terá um. 

– Vamos poder fazer até um engarrafamento – disse Edmundo. 

Eles riram e se abraçaram. 

– Então ela estará completa, poderemos dizer que concluímos nosso projeto? – continuou Artur. 

Edmundo, o mais velho, não respondeu, ficou pensativo. Sentia-se esquisito, parecia não entender mais a vida. 

No primeiro dia de aulas, sentira grande alívio quando soubera que Carmem Lígia seria sua colega de turma. Escolheu um lugar logo atrás dela. 

Ali sobre o barranco, sentado em companhia do amigo, Edmundo acariciava uma borracha de apagar lápis, que trazia no bolso; tinha o formato de uma flor o mimo que recebera de Carmem naquela manhã. 

Artur, talvez tomado de alguma apreensão ou pressentimento, perguntou ao amigo: 

– Vamos brincar de carrinho amanhã? 

Edmundo pareceu surpreender-se com a pergunta. Tirou a mão do bolso, levantou-se e respondeu. Mas não com tranquilidade ou displicência. O fez com aprumo, ênfase e decisão. Parecia contrariar o que já se arrebatava dentro de si mesmo: 

– Eu vou brincar de carrinho contigo para sempre. 

Quem lhe acompanhou os passos nos dias que se seguiram, percebeu que a vida, sedutora implacável, tinha outros planos para ele. 

Foi a última promessa que Edmundo fez na infância, e a primeira que descumpriu na adolescência.

Estantes Móveis - Tudo a Ler



Na segunda-feira (17), juntamente com o evento "O Mercado Editorial dos EUA - Bate-Papo com Catherine Schaff-Stump no IEL", foi lançado o projeto Estantes Móveis do programa Tudo a Ler do Instituto Estadual do Livro. 


O projeto conta com um acervo itinerante. Serão disponibilizadas, por meio de empréstimo, estantes móveis de livros a instituições voltadas para idosos, hospitais, clínicas, abrigos e outras instituições ou projetos de mesma natureza que demonstrem interesse em participar mediante inscrição. As estantes móveis, que podem ser facilmente deslocadas entre diferentes ambientes, terão em seu interior cerca de 100 livros, preferencialmente dirigidos ao público-alvo presente em cada local, escolhidos a partir do acervo disponível no IEL e de doações feitas por editoras parceiras do projeto e entidades apoiadoras.

As estantes e seus respectivos acervos poderão ficar dois meses em cada instituição, podendo ser utilizadas em diferentes ações, antes de serem levadas a outra instituição, preferencialmente em uma área geográfica adjacente, de modo a facilitar o revezamento.

Cada instituição deverá comprometer-se, mediante termo de empréstimo assinado pelo responsável, a zelar pela integridade do material e do acervo, e a organizar atividades de estímulo à leitura que utilizem o material (rodas de leitura, saraus, etc.).

Os interessados devem enviar e-mail para iel@sedactel.rs.gov.br informando o nome e contato da instituição, breve descrição das atividades que serão realizadas com o acervo e nome e contato (telefone e e-mail) do responsável pelo projeto junto à instituição.

10.12.18

Escritores Gaúchos - Alcy Cheuiche


O Instituto Estadual do Livro (IEL) está lançando o fascículo biobibliográfico "Escritores Gaúchos - Série Digital: Alcy Cheuiche", em homenagem ao escritor Alcy Cheuiche. Este volume, o segundo da série digital Escritores Gaúchos, conta com relatos, fotos, entrevista e trechos da obra que resgatam a trajetória do autor homenageado.

O download do livro eletrônico, gratuito, pode ser feito por meio deste link.

O Mercado Editorial dos EUA - Bate-Papo com Catherine Schaff-Stump no IEL



No dia 17, às 18h, o Instituto Estadual do Livro (Rua André Puente, 318) irá receber Catherine Schaff-Stump, autora norte-americana, para um bate-papo sobre o mercado editorial dos Estados Unidos. 

No bate-papo, traduzido ao vivo, Catherine vai conversar sobre o estado atual do mercado, sobre os meios de publicação de contos e livros nos EUA e indicações para autores que buscam entrar naquele mercado. A escritora tem amplo conhecimento sobre o tópico, tendo conduzido dezenas de entrevistas através do seu podcast Unreliable Narrators. 

Ela também falará sobre um dos seus assuntos prediletos: fantasia histórica. Catherine gerencia um blogue sobre o assunto com artigos escritos por muitos dos principais autores do gênero, e sua nova série, The Klaereon Scrolls, é uma fantasia ambientada no século XIX.

A discussão será mediada e traduzida pelo escritor Christopher Kastensmidt.  

Cath Schaff-Stump, autora norte-americana, escreve ficção especulativa para crianças e adultos, desde a comédia ao terror. Catherine vive no Iowa, onde ensina inglês para estrangeiros na Kirkwood Community College. Ela é coapresentadora de Unreliable Narrators, podcast sobre escrita e vida geek. Sua fantasia gótica infantil The Vessel of Ra está disponível pela Curiosity Quills. Outras publicações recentes dela incluem histórias publicadas por Paper Golem Press, Daydreams Dandelion Press e na antologia The Mammoth Book of Dieselpunk. Seu site, que inclui sua bibliografia e o blogue "Fantastic History", encontra-se em: https://cathschaffstump.com/publications

O Mercado Editorial dos EUA - Bate-Papo com Catherine Schaff-Stump - Mediação e tradução de Christopher Kastensmidt
17 de dezembro, segunda-feira, às 18h
Instituto Estadual do Livro (Rua André Puente, 318)
Entrada franca

14.11.18

Vencedores do Desafio Literário 2018





Como atividade da Feira do Livro de Porto Alegre, foi entregue na terça-feira, dia 13 de novembro, no Auditório do Margs, o resultado do 3º Desafio Literário, em cerimônia com a presença do presidente da Câmara Rio-grandense do Livro (CRL), Isatir Botin Filho; da diretora do Instituto Estadual do Livro (IEL), Patrícia Langlois; do jurado Valdomiro Manfrói, membro da Academia Rio-grandense de Letras (ARL); da jurada Jacira Fagundes, pela Associação Gaúcha de Escritores (AGES); da jurada Cristina Macedo, pela Associação Ligia Averbuck e de Bárbara Lopes, diretora da Brascril, empresa que confeccionou os troféus. A iniciativa promovida pelo IEL e sua Associação de Amigos, a Ligia Averbuck, estimulou a produção de textos literários, ao longo de cinco dias, nas categorias Miniconto, Poetrix, Poema Livre, Crônica e Conto. Na ocasião, os participantes fizeram a leitura de textos produzidos na categoria Miniconto.

O vencedor foi Celso Gonzaga Porto, que teve sua crônica sobre Humor lida por Jacira Fagundes, da AGES. O 2º lugar ficou com Marcos Eizerik, que teve seu Poetrix sobre Sonho lido por Manfrói. ”A eclética equipe que participou tinha pessoas de mais idade e da nova geração, ligada às tecnologias”, disse o integrante da ARL, que participou do júri em todas as edições. Já o 3º lugar ficou com Eduardo Bizarro Pereira Porto, que teve seu Poema Livre sobre o Amor lido por Cristina Macedo e recebeu o troféu das mãos de Isatir Botin Filho, que elogiou a iniciativa e enalteceu sua continuidade: “é uma forma de qualificar e premiar quem escreve”. Segundo a diretora do IEL, a ideia do Desafio Literário partiu do conceito do "Master Chef", com os gêneros usados como prato principal e sobremesa, tendo as palavras como ingredientes. “Tivemos várias receitas de sucesso”, disse Patrícia Langlois, que agradeceu o patrocínio da Brascril.

Texto: Vera Pinto / Fotos: Solange Brum

IEL 2015-2018

Vídeo com as atividades realizadas durante a atual gestão do Instituto Estadual do Livro, de agosto de 2015 até agora.





13.11.18

Banca do IEL na Feira do Livro

Lembramos a todos que o IEL marca presença na Feira do Livro de Porto Alegre também com sua banca, que este ano está localizada na área central da Praça da Alfândega, em frente ao monumento ao General Osório. Venha conferir!



7.11.18

Prêmio Minuano de Literatura




Em uma cerimônia na Sala de Música do Multipalco Theatro São Pedro, com a presença da patrona da Feira do Livro de Porto Alegre 2018, Maria Carpi, o Instituto Estadual do Livro (IEL), em parceria com o Instituto de Letras da UFRGS, divulgou na noite da terça-feira, 6 de novembro, os nove vencedores do Prêmio Minuano de Literatura, destinado a escritores nascidos ou residentes no Rio Grande do Sul, assim como editoras sediadas no Estado. Estavam presentes também o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Isatir Bottin Filho; o diretor do Instituto de Letras da UFRGS, Sérgio Menuzzi; a professora da Faculdade de Letras da Ufrgs, Márcia Ivana; a diretora do IEL, Patrícia Langlois; a presidente da Associação Lígia Averbuck, Marô Barbieri; o titular da Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do RS (Sedactel), Victor Hugo e o secretário adjunto da pasta, André Kryszczun, entre muitos outros, no evento que contou com show do instrumentista, compositor e cantor João Maldonado.


Na abertura foi lido um poema de Augusto dos Anjos, contextualizando a fala da diretora, Patrícia, de que “É preciso sonhar! E o IEL sonha. Sonha porque está vivo. Realiza porque sonha". Marô entregou a Maria Carpi uma ‘caixinha para guardar sonhos’ e Menuzzi manifestou a vontade de seguir com esta iniciativa inédita. O secretário estadual da Sedatel, Victor Hugo, parabenizou os vencedores, que se destacaram entre os 190 inscritos; elogiou a equipe que realizou o Prêmio Minuano e mencionou o cantor Kledir Ramil, que um dia lhe disse que na Fórmula 1 não existe piloto vencedor, e sim um conjunto vitorioso. A pedido de Maria Carpi, cantou “Desgarrados” de Sérgio Napp e Mário Barbará.

O ganhador da categoria Conto foi Gustavo Melo Czekster, com “Não Há Amanhã” (Zouk); Poesia ficou com Juliana Meira, por “Na Língua da Manhã Silêncio e Sal” (Belas Letras); Crônica, com “Demônios Domésticos” de Tiago Germano (Le Chien); Ilustração, com “O Mundo de Nini: a Menina das Flores” de Vera Damian e ilustrações de Ernani Carraro (Voxmídia); Juvenil, com A.Z. Cordenonsi, com “Sherlock e os Aventureiros: o Mistério dos Planos Roubados” (Avec Editora); Infantil, com Maíra Suertegaray por “Anahí: a Flor que Queria Ser Menina” (Compasso Lugar Cultura); Romance/Novela, com Leonardo Brasiliense, por “Roupas Sujas” (Companhia das Letras); História em Quadrinhos com José Aguiar por “A Infância do Brasil” (Avec Editora) e Especial, com Rafael Guimaraens, por “20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (Libretos).

O paraibano Tiago Germano, radicado no RS, ficou feliz por ouvir um conterrâneo seu (Augusto dos Anjos), desejou vida longa ao prêmio e aproveitou para falar de luta e resistência. Para publicar “Demônios Domésticos”, ele contou com financiamento coletivo, com a colaboração de quase 200 pessoas. Cordenonsi citou a necessidade de criar leitores críticos e a literatura juvenil como porta de entrada de tudo. “Na minha época não tinha tantos meios e hoje eles estão à disposição, e não são bem usados”, afirmou, sobre a grande quantidade de informações não confiáveis ou manipuladas, na atualidade. Maíra, que narrou a saga de uma heroína indígena, que luta pela liberdade de seu povo até o fim da vida, comentou: “precisamos contar as histórias dessa mulheres guerreiras”. Autor do registro sobre fatos históricos que compõem o imaginário da capital gaúcha, Rafael Guimaraens encerrou a noite: “Estamos comemorando um prêmio, mas logo à frente somos alvo de uma enorme estupidez. Precisamos estar juntos e resistir”.

Foto: Roberta Amaral
Texto: Vera Pinto

Sarau Palavra Falada - Feira do Livro



Desafio Literário 2018 - 8 a 12 de novembro



A produção de conteúdo literário ao longo de 5 dias consecutivos, durante a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre é o mote do “Desafio Literário – Edição 2018”, iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (SEDACTEL), através do Instituto Estadual do Livro (IEL) e da Associação Lígia Averbuck e com apoio da Associação Gaúcha de Escritores (AGES), Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) e Brascril. A atividade será realizada de 8 a 12 de novembro, às 19h, na Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190). Interessados devem entregar o formulário de inscrição preenchido na sede do IEL (André Puente, 318, CEP 90035-150, Porto Alegre) ou enviar o arquivo preenchido via e-mail ieldesafioliterario@gmail.com.


Estimular e valorizar a produção literária no Rio Grande do Sul é o objetivo do concurso, cuja Comissão Julgadora é composta por três membros, da Academia Rio-grandense de Letras, da Associação Gaúcha de Escritores (AGES) e da Associação Lígia Averbuck. Em cada uma das fases, os concorrentes deverão produzir um texto literário, que deverá ser entregue até às 20h30min. No primeiro dia (8), o gênero escolhido será o miniconto; no segundo (9), poetrix; no terceiro (10), poema livre; no quarto (11), crônica; e no quinto e último dia (12), conto, sendo que uma breve descrição dos gêneros a serem trabalhados estará disponível. Os temas a serem abordados serão sorteados momentos antes do início de cada etapa, a partir de uma lista proposta a critério do júri. 

O Desafio Literário pode contar com até 45 inscritos e no mínimo 10, sendo cancelado se não atingir esse número no primeiro dia do evento. Caso o número máximo de inscritos não seja alcançado, os interessados poderão realizar a inscrição no local do evento, somente no primeiro dia, por ordem de chegada, completando o número total de participantes. O resultado de cada etapa, exceto a última, será afixado na entrada do local de realização da ação, no início da etapa seguinte; portanto, os concorrentes deverão conferir a cada dia, no próprio local, sua classificação ou eliminação. 

A premiação ocorrerá dia 13 de novembro, às 18h, no Auditório do MARGS (Praça da Alfândega, s/nº), quando haverá um sarau com a leitura da produção dos minicontos de todos os candidatos presentes, com o anúncio dos três primeiros colocados. Estes receberão troféus, confeccionados pela empresa Brascril, certificados emitidos pelo IEL e terão seus textos publicados nos canais oficiais do IEL na internet (blog e redes sociais). Mais informações: e-mail ieldesafioliterario@gmail.com ou telefone (51) 3314-6451.